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04/04/2017

Doenças causadas por Bactérias


As bactérias podem ser benéficas quando ajudam seres vivos e o meio ambiente. Mas uma grande parte delas são patogênicas, ou seja, causadoras de doenças. Por se tratarem de seres vivos, com capacidade de bipartição ou conjugação, como forma de reprodução, a maneira mais eficaz de combater as bactérias é com uso de antibióticos. Vamos conhecer algumas de interesse:

LEPTOSPIROSE

É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais.

SINTOMAS

Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas mais graves geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. 



TRANSMISSÃO

Transmitida ao homem principalmente nas enchentes. Bovinos, suínos e cães também podem adoecer e transmitir a leptospirose ao homem.
Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.


TRATAMENTO

O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. 


PREVENÇÃO

Para o controle da leptospirose, são necessárias medidas ligadas ao meio ambiente, tais como obras de saneamento básico (abastecimento de água, lixo e esgoto), melhorias nas habitações humanas e o combate aos ratos.


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SÍFILIS

É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum

SINTOMAS

A sífilis desenvolve-se em diferentes estágios, e os sintomas variam conforme a doença evolui. Os sintomas, portanto, podem seguir ou não uma ordem determinada. Geralmente, a doença evolui pelos seguintes estágios: primário, secundário, latente e terciário.


Sífilis primária

A sífilis primária é o primeiro estágio. Cerca de duas a três semanas após o contágio, formam-se feridas indolores (cancros) no local da infecção.As feridas desaparecem em cerca de quatro a seis semanas depois, mesmo sem tratamento. 

Sífilis secundária

A sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Aqui, o paciente pode apresentar dores muscularesfebredor de garganta e dificuldade para deglutir. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo. Além desses sintomas, a sífilis secundária pode se manifestar por uma vermelhidão na pele (exantema), pela presenças de íngua (gânglios) nas axilas, na região inguinal, entre outras e pelo aumento do fígado e do baço.

Sífilis latente

Esse é o período correspondente ao estágio inativo da sífilis, em que não há sintomas. Esse estágio pode perdurar por anos sem que a pessoa sinta nada. A doença pode nunca mais se manifestar no organismo, mas pode ser que ela se desenvolva para o próximo estágio, o terciário – e mais grave de todos.

Sífilis congênita

A sífilis pode, ainda, ser congênita. Nela, a mãe infectada transmite a doença para o bebê, seja durante a gravidez, por meio da placenta, seja na hora do parto. Alguns bebês podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Mais tarde, a criança pode desenvolver sintomas mais graves, como surdez e deformidades nos dentes.


TRANSMISSÃO

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto.

TRATAMENTO

O tratamento de escolha é  antibióticos, mas recomenda-se procurar um profissional de saúde para diagnóstico correto e tratamento adequado, dependendo de cada estágio.

PREVENÇÃO

Uso de preservativo.

  


MENINGITE

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro.

 Existem diversos tipos de meningite, e para cada um deles há causa e sintomas específicos.

Meningite bacteriana é a mais grave de todas. Ela ocorre geralmente quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro. Pode acontecer, também, de a doença ser desencadeada após uma infecção no ouvido, fratura ou, mais raramente, após alguma cirurgia. Existe mais de uma bactéria capaz de transmitir a doença.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns da meningite são:
  • Febre alta repentina
  • Forte dor de cabeça
  • Pescoço rígido
  • Vômitos
  • Náuseas
  • Confusão mental e dificuldade de concentração
  • Convulsões
  • sonolência
  • Fotossensibilidade
  • Falta de apetite
  • Rachaduras e presença de manchas vermelhas na pele.
TRANSMISSÃO/ PREVENÇÃO 

Meningite é geralmente resultado de contágio entre duas pessoas. Vírus e bactérias causadores da doença podem ser transmitidos via tosse, espirro, beijo ou compartilhamento de itens pessoais. Por isso, é importante evitar ficar muito próximo a pessoas portadoras de meningite.


TRATAMENTO

Nos casos de meningite bacteriana, o tratamento deve ser imediato por meio de antibióticos  e medicamentos de cortisona, para reduzir o risco de futuras complicações. O antibiótico que o médico receitará depende do tipo de meningite que o paciente tem, ou seja, da bactéria causadora da doença.



COQUELUCHE

É causada pela bactéria Bordetella pertussis.

SINTOMAS

A coqueluche ou pertussis é uma doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório .
 A doença evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum.

TRANSMISSÃO

Acontece principalmente pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa suscetível, não vacinada, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar. ou contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.

TRATAMENTO

Paciente com coqueluche deve permanecer em isolamento respiratório enquanto durar o período de transmissão da doença; Analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a aliviar os sintomas.

PREVENÇÃO
Apenas os indivíduos que já tenham adquirido a doença ou recebido a vacina DPT (mínimo de três doses) não correm o risco de adquiri-la.  


BOTULISMO ALIMENTAR

SINTOMAS

  • Dificuldade para engolir ou falar
  • Boca seca
  • Visão turva ou dupla
  • Pálpebras caídas
  • Dificuldade para respirar
  • Náuseas, vômitos e cólicas abdominais
  • Paralisia

TRANSMISSÃO

Ingerir alimentos mal conservados ou enlatados vencidos é o principal fator de risco para contrair a doença. Beber água contaminada com a bactéria do botulismo também pode levar à doença. 

TRATAMENTO

O principal objetivo do tratamento de botulismo é controlar os sintomas e evitar eventuais complicações. A hospitalização é exigida em quase todos os casos, pois botulismo pode levar a problemas respiratórios e eles costumam ser fatais. 


PREVENÇÃO

  • Quando falamos de alimentos enlatados, em vidros ou embalados a vácuo, estamos falando de ambientes perfeitos para a proliferação da Clostridium botulinum. Não consuma nenhum desses alimentos se você notar qualquer irregularidade na embalagem, como lata enferrujada, por exemplo
  • O preparo de conservas caseiras deve obedecer rigorosamente aos cuidados de higiene
  • Ferva os alimentos enlatados ou as conservas antes de consumi-los. Altas temperaturas podem eliminar as toxinas do botulismo
  • O mel é um dos alimentos mais perigosos se for mal conservado. Nunca dê mel para uma criança com menos de um ano de idade.
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DIFTERIA


SINTOMAS

Os sintomas de difteria geralmente começam 1-6 dias após a pessoa se infectar. Os sinais incluem:
  • Membrana grossa e acinzentada cobrindo a garganta e amígdalas
  • Dor de garganta e rouquidão
  • Glânglios inchadas (linfonodos aumentados) em seu pescoço
  • Dificuldade em respirar ou respiração rápida
  • Corrimento nasal
  • Febre e calafrios
  • Mal-estar.

TRANSMISSÃO

Contato direto com doente e suas secreções: tosse, espirro, saliva.


TRATAMENTO

  • Antitoxina, injetado em uma veia ou no músculo. O medicamento neutraliza a toxina da difteria que já circula no corpo
  • Antibióticos, como a penicilina ou eritromicina.
A equipe médica também podem remover algumas das membranas que se formam na garganta, caso elas estejam obstruindo a respiração.

PREVENÇÃO
vacina tríplice bacteriana clássica (difteria, tétano e pertussis acelular), está indicada para crianças com até sete anos de idade. Após essa data é utilizada a vacina de dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto).
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